2—04—2015
“Fragmentos de um Filme-Esmola”, de João César Monteiro, abre a 9ª edição do Panorama

A programação da 9.ª Mostra do Documentário Português foi apresentada esta semana em Conferência de Imprensa. O Panorama realiza-se, este ano, de 15 a 19 de Abril e exibe 37 filmes em 16 sessões, num percurso por locais de projecção inesperados.

sessão de abertura tem lugar no dia 15 de Abril, no Fórum Lisboa, pelas 21h30, onde será exibido o filme Fragmentos de um Filme-Esmola, de João César Monteiro.

A 9.ª Mostra do Documentário Português será comentada por alguns filmes de João César Monteiro, que foram sendo chamados pelos filmes contemporâneos na Mostra. São filmes, nas palavras das programadoras, “onde estão, inesperadamente, presentes os elementos fundamentais da programação contemporânea deste panorama: a insistência no filmar o íntimo, a família, o espaço da casa ou os percursos de todos os dias; mas também o impulso para filmar as ruínas da cidade, da paisagem ou dos próprios filmes. Mas sobretudo nestes filmes de João César Monteiro encontra-se com particular astúcia, a reflexão sobre o contexto e o processo em que cada filme teve de existir e de ser feito para ser visto – uma reflexão sobre a própria condição que achámos muito forte também nos filmes que vimos dos dois últimos anos.”

Amarante Abramovici e Inês Sapeta Dias, programadoras da 9.ª edição da Mostra, apresentaram o programa e sublinharam o facto de este ser um ano de viragem no percurso da Mostra. Nesta edição, os princípios fundadores do PANORAMA serão reafirmados muito mais radicalmente, num programa sem secções nem lugar fixo, e onde a mistura e diálogo entre passado e presente permitirá pensar e discutir a condição actual do cinema em Portugal e do país onde ele é feito.

Este é o primeiro ano em que o Panorama se afirma sem secções, apresentando-se muito mais radicalmente como “vista larga, ampla e crítica sobre o documentário português contemporâneo, e assim tornando-se espaço de reflexão sobre a situação desse documentário na história do cinema português como um todo.” No mesmo sentido, o Panorama será também um percurso físico, em movimento, pela cidade de Lisboa e arredores. Os filmes serão postos a dialogar com os espaços onde serão projectados – alguns dos quais são locais onde habitualmente não se vê cinema, caso do Reservatório da Mãe de Água, do Auditório do Hospital Júlio de Matos ou do Museu de História Natural e da Ciência – o que levará à descoberta da cidade, mas também de novas coisas nos filmes, pela relação com os espaços onde são projectados.

A Apordoc – Associação pelo Documentário assume em exclusivo, pela primeira vez, a organização do evento, que é feito em co-produção com a Câmara Municipal de Odivelas e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

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