27—04—2015
Panorama chega ao fim

O PANORAMA – Mostra do Documentário Português deu por encerrada a sua 9.ª edição no passado dia 19 de Abril, no Centro Cultural Malaposta em Odivelas.

A Mostra que este ano apostou na reestruturação do projecto, distanciando-se do formato a que nos veio habituando nos últimos anos, decorreu ao longo de cinco dias (até aqui a mostra tinha a duração de oito dias) em onze espaços de exibição, cinco dos quais não acolhem habitualmente sessões de Cinema. Para além da condensação da programação num menor espaço de tempo e da sua expansão geográfica e espacial, um dos pontos de ruptura desta edição foi a eliminação das secções de programação, especialmente no que diz respeito à forma de estruturação do programa e das sessões: foram mostrados filmes de escola, filmes de realizadores já conhecidos do público, primeiras obras e filmes de João César Monteiro em pé de igualdade e, por vezes, juntos numa mesma sessão.

Estas medidas passaram por um processo de reflexão por parte da organização da Mostra e por uma tomada de consciência de que era altura de aproximar o Panorama daqueles que foram os seus objectivos primeiros, aquando do seu nascimento em 2006: uma visão ampla e sem condicionalismos do cinema português. Pontos de partida que democratizam de certa forma a maneira como os filmes são apresentados aos espectadores, com o simples, mas valioso, intuito de os dar a conhecer e de os mostrar, de pôr em revista a produção nacional do último ano, neste caso específico, dos últimos dois anos.
Os resultados fizeram-se notar com especial ênfase no público das sessões do Panorama, cuja receptividade ao modelo foi bastante positiva.

Aquele que foi o primeiro espaço inteiramente dedicado à exibição de cinema documental português continua e continuará a sua missão de mostrar o cinema português, adaptando o seu formato às exigências de um contexto marcado pela existência de grandes festivais de cinema. Desta forma, a direcção do Panorama declara que é de extrema importância dar seguimento ao trabalho que foi iniciado no ano corrente, não só pelo reconhecimento por parte de público e realizadores em relação à missão da Mostra e à sua importância, como também pela necessidade de haver um espaço onde o documentário português é exibido de forma sistemática. O caminho a seguir passa, então, por esse distanciamento do formato dos grandes eventos; pela exploração de espaços alternativos de exibição, colocando-os em diálogo com os filmes – um dos pontos que os realizadores com filmes presentes na Mostra mais valorizaram; pela livre apresentação das obras – sem secções, em pé de igualdade – um espaço onde não existem competições e distinções. Um espaço que se pretende itinerante na cidade e, quem sabe, também um pouco por todo o país. A organização anunciará brevemente as datas da próxima edição do Panorama, a realizar em 2016.

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