17 — 04 — 2015
17 — 04 — 2015
21h30 / Culturgest / Pequeno Auditório

Em todos, a carga de uma geração passada com que, de diferentes maneiras, lidam aqueles que vivem no presente – e que são aqueles que fazem estes filmes. Com uma imensa delicadeza, Square Dance… inicia o percurso: fotografias de um baile de agricultores, tiradas na época da Grande Depressão, na Califórnia, filmadas sob a sombra contemporânea de árvores agitadas pelo vento. O Indispensável Treino da Vagueza introduz uma inteligente ironia: sequências de excertos de filmes do arquivo do Ar.Co – experiências e documentos, tão profundos quanto bonitos – vão sendo interrompidas pela conversa de um casal, que, primeiro na cama, e no fim numa mesa com localização bucólica, discute a entrada de um deles na escola (nomeadamente a importância que para isso teve o valor das propinas ou o horário das aulas), e depois as expectativas, frustrações, medos – e medos das frustrações – que partilham ao viver e fazer filmes juntos, uma discussão que é tanto sobre a criação como sobre a recepção disso (aquilo a que se chama “carreira”). Finalmente, em Quem Espera por Sapatos de Defunto… dois amigos estudantes pequeno-burgueses (um deles Luís Miguel Cintra, ao qual se sobrepõe a voz de César Monteiro), são parte do todo de uma geração que espera, em vão, os sapatos de outra.

Square Dance, Los Angeles County, California, 2013
Sílvia das Fadas
(2013, EUA, 9')

«The people are what is not there yet, never in the right place, never ascribable to the place and time where anxieties and dreams await.» (Jacques Rancière)

O Indispensável Treino da Vagueza
Filipa Reis e João Miller
(2014, Portugal, 45')

Fazer chegar um novo através de coisas que não são exactamente novas.
(Manuel Castro Caldas)
O Ar.Co é uma geografia de cada um, foge à normalização. A experiência é individual. Este filme é a minha, a nossa experiência. Construído a partir do arquivo da escola, de aulas gravadas de Manuel Castro Caldas e de conversas caseiras.



Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço
João César Monteiro
(1971, Portugal, 33')

Uma acção talhada no pequeno quotidiano de uma pequena burguesia intelectual-estudantil. A falta de dinheiro e os desenrascanços. E sobretudo o cansaço, a raiva. E texto(s). (Jorge Leitão Ramos)

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