18 — 04 — 2015
18 — 04 — 2015
19h00 / Museu Nacional de História Natural e da Ciência / Anfiteatro Aurélio Quintanilha

Inicia-se, no programa, um percurso por ruínas – coisas que permitem ver, no presente, a acumulação dos tempos passados. Em Escrito na Pedra os próprios materiais com que o filme lida estão arruinados: na imagem, terra e pedras vistas em profundidade, recuperadas de uma VHS deteriorada (gravação de um levantamento arqueológico), e no som, excertos de uma gravação mono, pouco limpa, de um arquivo familiar, onde se canta a “Grândola” e um homem (o tio) fala no presente (1987) sobre um passado e um futuro que se projecta no presente do filme (ou no presente que o filme é). No segundo, uma viagem pelas ruínas industriais do Vale do Ave – uma viagem por vezes onírica ou surreal, porque em movimento nesse lugar estranho que é o de filmar, no presente, o passado.

Escrito na Pedra
Joana Galhardas
(2013, Portugal, 9')

Realizado a partir de excertos de dois materiais distintos, uma cassete vídeo de um levantamento arqueológico e uma gravação áudio, este é um filme que pretende questionar os lugares comuns e o tempo através da sua personagem, meu tio, que nos fala sobre um contexto social e político específico do passado, que se repete no presente e desafia dessa maneira o futuro.

Revolução Industrial
Tiago Hespanha, Frederico Lobo
(2014, Portugal, 72')

O Vale do Ave é, desde há mais de um século, um território tomado pela imposição da indústria. Entre ruínas e fábricas em funcionamento, desce-se o rio numa viagem pelas margens do presente, desenterrando as marcas do passado.



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