19 — 04 — 2015
19 — 04 — 2015
19h00 / Centro Cultural Malaposta

Espaços familiares e íntimos. Os dois filmes, com uma extrema e sensível simplicidade, acompanham aqueles que são conhecidos e que, de maneiras diferentes, estão perto. Bilhó… refaz a distância que existe entre o espaço da casa e o aqui, que está longe, a “uma distância que se pode medir em quilómetros – 500 – ou horas – sete”; refazem-se os movimentos de um quotidiano a que não se pertence agora, também através de filmes de família e de fotografias, onde as crianças aparecem do tamanho dos castanheiros. Flor Azul, também no espaço da casa e da terra, é, pelo seu lado, a exposição da força bruta, em bruto, do encontro com as coisas, pelo cinema.

Bilhó em Noite Feliz
Lúcia Pires
(2014, Portugal, 26')

Um dos membros de uma família vive longe dela. Quando regressa, acompanha o quotidiano daqueles que ama, enquanto cuidam dos castanheiros e das suas crianças. Estes momentos são os únicos que a figura normalmente ausente pode presenciar, de um fluxo de tempo que não pára. Nesta vivência, surge-lhe o medo: as crianças crescem e, tal como os castanheiros, precisam de ser cuidadas de perto. Na falta de um corpo que vejam e toquem, há a possibilidade de elas o esquecerem.

Flor Azul
Raul Domingues
(2014, Portugal, 70')

“Poda‐me em Janeiro
Empa-me em Fevereiro
Cava-me em Março
Verás o que eu te faço.”
Ditado popular



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